quinta-feira, 16 de maio de 2019

UEFA quer artistas voluntários na cerimônia da Liga dos Campeões

Abaixo assinado Internacional em favor da Dança

Artistas denunciam abuso da UEFA

Não é possível construir um setor sustentável, convocando um casting em regime de voluntariado para um evento com a dimensão e  importância da Cerimônia de Abertura da Final da Liga dos Campeões da UEFA.

Esta denúncia surge na sequência da publicação por um produtor, já veterano na organização de produções artísticas, SoldOUT, para um casting para 200 artistas "voluntários", "mais de 16 anos", com disponibilidade para "ensaiar entre os  dias 15 de maio e 1 de junho" para acompanhar nesta Cerimónia "um artista musical de renome mundial e um coreógrafo de renome internacional".

As associações Apdcm [1] e ConARTE [2] só podem denunciar o atentado à dignidade e direitos dos artistas, tal como já fizeram  anteriormente aquando das ofertas de trabalho não remunerado "em troca de menção em créditos" para participar em 080 Barcelona Fashion Week (uma iniciativa da Generalitat de Catalunya), ou na Gala dos Goya (organizada pela Film Academy) e notificar a Inspecção do Trabalho da alarmante proliferação destas más práticas.

Queremos que a Cerimónia de Abertura da Final da Liga dos Campeões da UEFA, o grande evento do futebol profissional europeu, seja um exemplo de boas práticas para o sector do entretenimento e, como instituições desportivas, respeitem as condições de trabalho e os salários de um setor já suficientemente empobrecido e frágil: o setor dos artistas.

Consideramos um insulto e um desprezo pela capacidade profissional de todos os trabalhadores e do coletivo de artistas quando não se quer renumerar o seu trabalho. Hoje falamos de bailarinos, amanhã podem pedir voluntários de qualquer outra profissão.

Exigimos que uma entidade como a UEFA seja um exemplo de boas práticas, em defesa dos artistas, rejeitando veemente esse tipo de conduta, que ameaça a dignidade dos trabalhadores, viola as normas de trabalho vigentes e configura uma fraude à Segurança Social.

Exigimos que o Ministério da Educação, Cultura e Desporto e a Real Federação Espanhola de Futebol, como membros da UEFA, apoiem as boas práticas no nosso país desta entidade europeia. Exigimos às entidades privadas que patrocinam o evento, que exigem tanto à UEFA, à empresa de produção SoldOUT como a qualquer outra empresa subcontratada, o cumprimento da legislação laboral vigente e uma atitude ética em paralelo ao  esforço económico realizado para apoio deste evento.

Os artistas da dança encontram-se atualmente no nosso país numa situação conforme detalhada no anuário da SGAE: "A Dança: comparando os resultados obtidos em 2017 com os de 2008, tem perdas significativas nos três indicadores: 56% nanúmero de representações, 46,3% na assistência e 54,6% na renumeração ". Com esses índices, em  queda no período de 10 anos superior a qualquer outro setor das artes e apesar das tímidas recuperações que a dança no nosso país está realizando, os dados do último exercício indiciam situações humanas difíceis, tanto que, segundo o Estudo socio-laboral do grupo de atores e bailarinos em Espanha, 92% dos intérpretes têm rendimentos  inferiores a 12.000 euros por ano; estamos falando de um perfil profissional maioritário de mulheres de 33 anos com ensino superior e 600 € de renda mensal, quando têm trabalho ....

Desta vez, não é sobre um qualquer evento de caridade para o qual uma colaboração desinteressada poderia ser considerada. Não há nada pior do que colocar estas questões como dicotomias exclusivas entre fãs de futebol e artistas, entre profissionais e amadores, quando a questão é muito diferente: se a UEFA considera o respeito como um valor, deve começar por respeitar os profissionais em necessitam que trabalhem no evento desportivo do campeonato europeu, em vez de usar uma oferta de trabalho como voluntário ...

 

Atenciosamente,

Associação de Profissionais de Dança na Comunidade de Madrid
Cl. Conde Vistahermosa, 9
Tel: 915695195

Contato: conarte.media@gmail.com

Redes sociais: https://www.facebook.com/APDanzaMadrid/

https://twitter.com/apdcm


[1] Associação de Profissionais de Dança na Comunidade de Madrid (APDCM)
[2] Confederação de Artistas-Trabalhadores da Mostra (ConARTE)

A APDCM é uma união da confederação ConARTE,
ConARTE é membro da FIA (Federação Internacional de Atores)

Esta campanha internacional é baseada em uma ideia original de N.M.

Apoio: SATED/MG -

Magdalena Rodrigues
   atriz-registro profissional 0134
Presidente SATED/MG

terça-feira, 14 de maio de 2019

ENC: Boca de Ouro volta em cartaz na Sala João Ceschiatti

 

Ajude-nos a divulgar:

 

Montagem de Boca de Ouro volta em cartaz no Teatro João Ceschiatti e mostra como Nelson Rodrigues continua atual

 

Boca de Ouro é um bicheiro famoso, conhecido como o “Drácula de Madureira” ou “Assassino de mulheres”. Ele não mede esforços para conseguir o que deseja e com sua influência e poder compra o que seu dinheiro alcança, o que não inclui sua paz de espírito. Ele não sabe de onde veio e nunca viu a mãe, por esse motivo vira bicho quando em alguma discussão alguém tem a ousadia de “botar a mãe no meio”. Sua história é contada por Guigui, uma de suas ex-amantes, a um repórter da imprensa sensacionalista. São três versões da mesma história mostrando três facetas diferentes de um homem que dá o que falar.

O texto foi escrito em 1959 e já ganhou dezenas de montagens nesses mais de cinqüenta anos, além de duas versões para o cinema. Podemos ver em Boca de Ouro o arquétipo de vários tipos da vida nacional de políticos e empresários a cartolas do futebol. Nelson Rodrigues entendeu como ninguém a alma do brasileiro.

 

Com a palavra o diretor:

 

“Os textos de Nelson Rodrigues são das pérolas mais preciosas do colar da dramaturgia brasileira. Possuem uma dinâmica própria, fluindo cheios de ironias tão típicas de nossa brasilidade vira-latas. "Boca de Ouro" não é exceção. Se soa algo datado à primeira vista, com as gírias de meio século atrás, logo começamos a estabelecer conexões com a situação atual deste país tão vilipendiado por seus governantes: as notícias em que o fato é desgrenhado ou penteado ao bel sabor do noticiante, o poder paralelo do império do crime, as estreitas relações dos contraventores com a gente da alta sociedade, a capacidade de transformar até mesmo um cadáver desdentado em piada.               

Assim sendo, aproveitamos estas contradições ululantes como elemento de cena. Figurinos de época são colocados lado a lado com espertofones moderninhos. Uma palavra ou outra acabaram substituídas pelos seus equivalentes contemporâneos. Mas não tocamos na Grace Kelly. Grace Kelly não tem igual, ela fica.

                Então, com um toque de farsa aqui, bom humor ali, uma pitada de drama, canções originais alinhavando a costura e inserções pontuais de textos jornalísticos do próprio Nelson, jogamos este jogo de (re)contextualizar a conhecida narrativa. Chegamos a este nosso Boca, leão dourado do bicho, batizado em pia de gafieira, um sujeito batuta.”

 

É a segunda montagem de Alexandre Toledo Produções Artísticas (a primeira foi “Dois na Pista, espetáculo que estreou em 2016) agora em associação com a Cia. Da Farsa.

A montagem traz algumas curiosidades como a trilha musical original composta por Leonardo Mendonza que também havia assinado a trilha do primeiro espetáculo da companhia, “Tribobó City” em 2002. Também traz de volta aos palcos a atriz Cristina Cortez afastada da ribalta desde os anos 90.

O espetáculo retorna em curta temporada no Teatro João Ceschiatti de 17 a 19 de maio. Sexta e sábado às 20h e no domingo às 19h. Ingressos a R$40,00 a inteira e R$20,00 a meia entrada.


 

Serviço:

 

Boca de Ouro

Texto de Nelson Rodrigues

Direção de Igor Ayres

Assistência de direção de Lúcio Paiva Jr

Trilha musical: Leonardo Mendonza

Iluminação de Yuri Simon

Figurinos de Jader Correia

Maquiagem de Márcia Rust

Em cena: Alexandre Toledo, Alex Zannon, Marcus Labatti, Simone Caldas, Jader Correia, Cristina Cortez e Ana Luísa Brandão.

 

Teatro João Ceschiatti. Dias 17, 18 e 19 de maio. Sexta e sábado às 20h e no domingo `s 19h.

Ingressos a: R$40,00 e R$20,00 na Bilheteria do teatro.

 

 

sexta-feira, 3 de maio de 2019

Reunião Pública sobre o Edital Cena Plural 2019 acontece no dia 9 de maio

Caros Artistas,

No dia 9 de maio, quinta-feira às 19h, será realizada uma reunião pública para esclarecimentos e orientações sobre a proposta do Edital Cena Plural 2019 e sobre como inscrever seu projeto. A reunião será no Auditório da Fundação Municipal de Cultura, Rua da Bahia, 888, Centro, 2 andar.

Forte abraço,

Aline Vila Real I Diretora de Promoção das Artes
Fundação Municipal de Cultura
Rua da Bahia, 888. Centro Belo Horizonte
(31) 3277 4675





quinta-feira, 2 de maio de 2019

Conselheiros de Cultura de MG tomaram posse para o biênio 2019-2020 e discutiram temas ligados à pasta


O secretário de Estado de Cultura, Marcelo Matte, participou, na quinta-feira, 25/04, da reunião do Conselho Estadual de Política Cultural (Consec), no Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais. Matte abriu o encontro afirmando seu compromisso com a recuperação dos equipamentos culturais do estado e a democratização dos recursos. "Temos conseguido recuperar orçamentos da secretaria, mesmo diante do quadro fiscal delicado do governo, mas queremos que os recursos sejam descentralizados, " ressaltou.

foto conselho

Segundo Matte, mais de 70% das verbas da Lei Estadual de Incentivo à Cultura ficam concentradas na região metropolitana de Belo Horizonte. Isso significa que artistas e produtores culturais de outras regiões não têm acesso aos recursos da mesma forma que os agentes da capital. Diante desse cenário, ele apresentou aos conselheiros uma proposta de descentralização de repasses via Fundo Estadual de Cultura. O secretário afirmou que é preciso qualificar os agentes culturais a desenharem projetos adequados, para que eles possam receber os recursos do governo. "Temos manifestações culturais riquíssimas no estado, que não conseguem pleitear recursos porque não montam os projetos dentro dos formatos exigidos", explicou.

Para debater o assunto, o superintendente de Fomento e Incentivo à Cultura, Felipe Amado, apresentou ao Conselho um diagnóstico do Fundo Estadual de Cultura (FEC). Segundo o documento, entre 2006 e 2016, foram investidos cerca de R$ 67,5 milhões em projetos culturais, via Fundo. A expectativa para 2019 é de um valor mais alto que a média dos anos anteriores, já que houve uma mudança na forma de arrecadação do FEC. A partir deste ano, 35% do montante arrecado via Lei de Incentivo à Cultura será obrigatoriamente depositado na conta do Fundo. Espera-se que, com isso, o FEC arrecade R$ 15 milhões este ano, o que permitirá à secretaria uma atuação mais descentralizada no fomento às atividades culturais.

A secretária adjunta de Cultura, Solanda Steckelberg, lembrou a importâcia dos canais dialógicos, como o Consec, para a construção de políticas públicas de Cultura e melhoria de mecanismos como o FEC. "A Cultura é mais do que nunca necessária à sociedade. E para que ela se fortaleça, precisamos construir diálogos mais técnicos e buscar indicadores fortes que nos ajudem a nos posicionar de forma adequada".

O Consec

Durante a reunião, o Conselho deu posse aos novos membros do biênio 2019-2020 e definiu a composição das Câmaras Temáticas da entidade.

Criado pela Lei Delegada nº 180, de 20 de janeiro de 2011, o Consec é um órgão colegiado paritário de caráter consultivo, propositivo, deliberativo e de assessoramento superior da Secretaria de Estado de Cultura (SEC), servindo como instância de governança da sociedade civil junto à Secretaria.

 

6 SRES

Os membros do Conselho têm como missão acompanhar a elaboração e a implantação das políticas públicas, além de avaliar as atividades, a fim de sugerir aprimoramentos, realizar diagnósticos e propor medidas para o desenvolvimento do Plano Estadual de Cultura.

Mantendo-se como arena de discussão com os atores da sociedade civil e instituições artísticas e culturais, o Consec contribui para integração entre os órgãos públicos e as entidades da iniciativa privada do setor cultural, garantido participação e transparência. É composto por 17 representantes do Poder Público e 17 representantes da sociedade civil organizada, sendo presidido pelo secretário de Estado de Cultura.


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Wenderson Godoi
Hibridus
55 31 3821 3513 - 8551 3323 
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